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Anos de atuação com clientes de diferentes nichos
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SOBRE

MANIFESTO
O trabalho de design é indivisível de uma intenção. Mesmo que não seja clara, a intenção sugere uma resposta a uma falta ou a um desajuste entre a realidade e o que se espera dela. Essa falta, contudo, é inerente ao ser humano e por isso não pode ser suprida completamente. É desse vazio que emerge o desejo: a intenção que mobiliza o projeto.
A chave para lidar com a falta não é o resultado, mas o processo. Criar é um caminho inesgotável que se justifica em si mesmo como forma de lidar com a falta sem a presunção de preenchê-la.
O designer não pretende necessariamente levar a cabo a sua própria intenção. Ele atua como um mediador entre mundos, um barqueiro que leva as almas de um lado ao outro do rio, entre a margem do abstrato e a margem do concreto.
Como mediador, o design potencializa a condição de existência das coisas, embala o sentido — envolve, nina e dá velocidade. Permite que as coisas possam ir além da mera existência, fazendo com que carreguem consigo uma razão de ser.
Nomear algo é dar contorno a uma ideia e assim, fazer com que ela possa ser compartilhada. O nome é um invólucro de uma ideia complexa. O logo é o desenho de uma organização abstrata. Estes artefatos podem ser mais ou menos perenes; no entanto, os significados que carregam são constantemente alterados, fruto da relação que estabelecem com o contexto, com o tempo e com o uso. O desafio para o projetista está em criar as traduções sem trair seu núcleo de sentido.
Cada projeto de design torna-se, assim, a gênese para infinitos outros projetos de design. Sempre haverá espaço para que o vazio dê vazão ao desejo que se transforma novamente em intenção. Quando nasce uma resposta, a pergunta se altera, pois alteram-se os perguntadores, os respondedores e inclusive o sentido da própria pergunta.
Diante disso, o desafio do design não está em criar algo completamente perene ou atemporal, nem em encontrar a forma-tipo definitiva, como desejavam os modernos. O desafio está em construir coisas — materiais ou imateriais — que sejam suscetíveis à passagem do tempo e que levem em conta a própria obsolescência do sentido que carregam ou pretendiam carregar. O design deve criar signos e objetos capazes de se transformar enquanto o contexto ao seu redor também se transforma.
Nanograno expressa a crença de que é possível transformar-se completamente mantendo-se fiel a um núcleo indivisível, de agarrar-se à utopia de acessar — ainda que de forma fugaz — a partícula de sentido por trás das coisas.
A partir desse núcleo, reconfigurar as partes para que o todo seja aquilo que precisa ser.
Acreditamos que é possível transformar-se completamente mantendo-se fiel a um núcleo indivisível.




